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Próxima Geração uma visão realista do que deve vir!

Se a próxima geração de consoles chega em 2019, ainda é uma aposta, mas que 2019 é o ultimo ano do reinado da atual geração isso é uma certeza, durante o ano também devemos ser constantemente surpreendidos com, rumores, sonhos, devaneios, suposições, entusiasmo e noticias oficiais, faz parte da cultura Gamer a alta expectativa entre gerações e todos nós sofremos disto no final.

Desta forma entre devaneios de 8k, Ray Tracing, 120fps entre outros, ouso neste artigo desafiar a e partir para um ponto realista, colocando a você leitor uma visão mais sensata do que realmente poderemos ter, é obvio, claro e lógico que alguns sonhos podem ser incluídos nos produtos finais e pode ter certeza que iremos torcer para isso.

Começa em 4k mas pode ir além

Não precisa ser nenhum especialista para saber que 4k é o foco da próxima geração, a questão fica por conta do Frame Rate, atualmente o console mais potente o Xbox One X atinge uma contagem geral de 30fps, em raros momentos 60fps como é o caso de Fortinite e outros jogos leves, outro ponto é que consumidores de console estão a 30fps a mais de 20 anos, esta desvantagem de frames além de, desagradar parte da comunidade, também retira os consoles do setor competitivo e obrigam o desenvolvedor a limitar sua criatividade em novas ambientações a fim de, otimizar um jogo que precisa por sua natureza atingir 60 quadros como é o caso de shooters competitivos.

Contornar este problema, colocar consoles no cenário competitivo, agradar players e Devs é uma tarefa complexa em um aparelho que não pode obrigatoriamente passar de U$600.00 (Lembrando que 600 já ta bem caro), criatividade e liberdade é a solução, mesmo ciente que o próximo hardware deverá finalmente equilibrar a barreira dos 30-60fps é sensato acreditar que não ira reinar o absoluto 4k 60, desta forma a industria deve gerar as seguintes soluções;

  • Desbloqueio de FPS: uma simples opção no jogo poderia dar a liberdade do desbloqueio de FPS permitindo ir ao máximo do dispositivo/Game
  • VRR (Freesync): Aos que escolherem em seus jogos liberarem FPS precisarão de TV/Monitor com VRR, isso porque equalizar 60fps contínuos na tela em 4k ainda será uma tarefa difícil, dessa forma teremos variação de 45-60, estes 15 ou mais variáveis poderiam ser administrados pelo VRR, não causando Lags ou linhas de sobreposição na tela, garantindo a fluidez visual ao player.
  • Resolução de Render Variável: Permitir ao player escolher sua resolução de render entre 1440p, 2160p aliado a liberação de FPS e VRR, poderíamos passar de 120fps em determinados jogos em 1440p, Full HD poderia ser melhor, mas não vamos esquecer os acordos comerciais das empresas de Display portanto full HD está fora da próxima geração.
  • Presets Simples: Sabemos que o foco dos consoles é a facilidade e isso não pode ser perdido, colocar um menu com opções como Antialiasing, Oclusão de ambiente, pixel shaders nos jogos pode tirar esta facilidade, mas um simples, Baixo, Médio, Alto pode ajudar muito a aumentar o FPS quando o player precisa.
  • Auto Setup: facilitando a vida do player, as empresas podem criar um algorítimo de Auto Setup, que identifica seu Display, Resolução e quantos quadros consegue exibir com ele, assim é possível determinar o ajuste de Qualidade e Resolução de Render, resultando em performance de maneira mais fácil como console tem que ser.

Outro ponto importante a se verificar é suporte a Resolução Ultra Wide, hoje inexistente nos consoles, o principal motivo é o preset de fabrica dos jogos que só roda na configuração determinada pelo Dev assim como FPS, no cenário de Features acima teríamos a flexibilidade de alternar entre resoluções Ultra Wide diminuindo a resolução de render, que poderia ser realizada pelo player ou até mesmo pelo equipamento, dessa aproveitando todo espaço lateral do monitor sem perdas de performance.

Conexões Inteligentes

A aposta correta aqui é HDMI 2.1 e Display Port, no entanto aplicar dois padrões de conexão requer mais da engenharia e mais componentes na fabricação e isso significa maior custo, a escolha certa como conector de mídia padrão dos consoles deverá ser USB-C , além de ser compatível com novos dispositivos que estão sendo criados com este padrão, como é o caso do Head Set Orbit da Hyper X, o USB-C é capaz de transportar altos fluxos de dados de mídia e comandos entre dispositivos, resultando no que nós chamamos de Display Port Over USB-C e HDMI Over USB-C, isto significa que o sinal das duas especificações de mídia poderiam ser transportado para os Displays (Como já acontece no Nintendo Switch) e com uso de adaptadores existentes no mercado ou inclusos na caixa do novo console poderíamos conecta-lo a qualquer Monitor ou TV sem restrições de fluxo de serviços, como hoje temos, pois a grande maioria de monitores Freesync no mercado utilizam Display Port para transportar o serviço. Devermos ter ainda portas USB 3.1, Bluetooth, WI-Fi e Ethernet Gigabit como temos hoje no entanto seguindo os protocolos e versões mais avançadas em vigor na data de lançamento dos consoles.

Armazenamento e Cache vai mudar

5400 RPM nos HDs mecânicos presentes nos consoles de hoje em uma critica bem educada é no minimo “Primitivo”, além disto os equipamentos atuais utilizam muito a memória para contornar este problema, memoria ésta que deveria ser usada pela GPU no Render, um caso clássico que exemplifica isso foi nossa Analise técina de Forza Horizon 4, onde mostra que o game usa uma carga enorme na memória em seu loading inicial, isto para não ter que acionar o HD toda hora e manter a estabilidade do jogo em dia, SSDs para armazenamento em console é ainda um sonho distante, o custo não equaliza com este tipo de disco, no entanto devemos esperar discos mecânicos de 7200 RPM dedicado a armazenamento de jogos e um SSD ou derivativo para cache e Sistema Operacional, desta forma temos dispositivos bem rápidos com Loading de acionamento (Ligar) instantâneos e Loading de jogos mais curtos, não podemos esquecer que os jogos neste formato poderão se usufruir de um cache em SSD para cargas rápidas, liberando a memoria deste trabalho, além disto estaremos diante a dispositivos que tentarão impulsionar o Stream de Jogos, que por sua vez dependerão do S.O para acionar seus encoders e decoders de alta velocidade e uma leitura rápida em disco ajuda muito a ideia. Quanto ao armazenamento o ideal é 2TB para jogos mas sabemos que o ideal em consoles não é algo sempre presente portanto 1TB não esta descartado.

Mídia física será convidada a se retirar

Os últimos relatório da NPD sobre consumo de jogos, apontam que mais de 90% dos consumidores mundiais adotaram em 2018 a mídia Digital como meio de consumo de seus jogos, aliando isto temos a falta de popularização do Blu-Ray 4K no mercado que também foi substituído por serviços digitais como Netflix e se não fosse o bastante o driver de Blu-Ray encarece um pouco mais e custo é tudo em consoles.

Analisando os fatos acima, entendendo que também teremos retrocompatibilidade full com a geração atual e isso pode tirar um pouco de lucro iniciais no começo da nova geração, então não seria um mau negocio “Obrigar” comprar novamente um jogo em formato digital para quem comprou em físico caso queira joga-lo em seu futuro Xbox ou Playstation, alem de levar um troco, eles impulsionam definitivamente o uso de mídia digital que em PC já é o único meio a anos.

Sim haveria um grande problema com varejistas como Game Stop, mas poderia ser contornado com a estratégia que o Xbox adotou na venda de PUBG para o varejo de rua, um Box contendo um Código de resgate digital.

Por estas e outras é uma aposta segura acreditar que as mídias físicas ficarão para sempre em nossa memoria e que serão diluídas junto a atual geração conforme os anos da próxima geração ganham maturidade.

CPU com Cores, Cores e mais Cores!

O AMD jaguar de 8 núcleos presente em todos os consoles de hoje inclusive no Xbox One X, é um guerreiro, que travou árduas batalhas com os desenvolvedores, a baixa performance de RDR2 nos consoles Base e os 30 Fps de Destiny 2 no Xbox One X que o diga, além de custo as empresas não tiveram visão em 2013 no lançamento da atual geração, jogos evoluirão muito mais em mecânica do que gráfico, mundos abertos, Battle Royale, Drama Interativo, Eventos aleatórios, NPCs mais inteligentes, aprendizado artificial entre outras coisas aumentadas ou criadas nesta geração é mais de responsabilidade do CPU do que da GPU, pois códigos de execução são processados pela CPU e mecânicas são isso, códigos de execução.

Arquitetura AMD Zen não é palpite é certeza, 8 núcleos não é sobra, é necessidade, principalmente para um dispositivo que queira estar vivo e funcional até 2026, portanto a aposta aqui seguramente são 8 Cores seguindo a regra Zen com duas tarefas cada, em resumo um Zen de 8 Cores/ 16 Threads com Clock entre 3.4 a 3.6 GHz.

Zen1 ou Zen +, essa fica com o custo provável escolha seja Zen de primeira geração, mas se o problema é custo, temos que entender “o que” atualmente custa mais caro fazer e a resposta nem sempre é o mais antigo, então teremos chances com Zen +, resta aguardar.

GPU Cresce mais isso você já esperava

No quesito de GPU temos dois fatores a considerar a GPU em si e sua parceira de luta, a memória, começando pela memoria uma aposta em GDDR6 é bem entusiasta, mais uma vez estamos falando de custo, então como nosso proposito é realidade, ainda existe uma grande chance de continuarmos com a GDDR5 e no fator máximo irmos para GDDR5x, o que é seguro apostar é na quantidade de bits que aumenta a largura de banda, que é necessário para tudo isso que nos falamos até agora, neste caso ficamos com 384-bits que já está presente no Xbox one X, usando GDDR5 podemos ir para 16GB, ou nos manter no 12GB , mas com GDDR5X, na melhor das hipóteses 16GB GDDR5X, mas não creio muito nisto.

Para GPU boatos indicam AMD Navi próxima arquitetura da empresa, no entanto estamos falando de semicustons, ou seja, um Chip feito especificamente para um dispositivo, neste caso podemos ter o que eu gosto de chamar ArqSalad, ou seja, um processo de fabricação inicial de uma nova arquitetura que traz parte da arquitetura passada em sua composição, não é o velho nem o novo, mas o que se criou da junção deles, e isso não é ruim, é barato, o que é ótimo para consoles, sendo assim nossa aposta é uma Vega/Navi de 60 núcleos computacionais com representação em Teraflops de 9-11, para não restar duvidas aposto 10 Teraflops alem de funcional para tudo que falamos é bem comercial, o numero 10 representa melhor nota, então tem seu apelo piscologico.

Ray Tracing, pode ser cogitado em parcialidade em alguns jogos, algo mais voltado para vendas do que funcionalidade, render 100% nativo em todo o jogo com RT nos novos consoles é como viajar a lua com um balão, é poético mas nada funcional. Isso não quer dizer que não teremos evolução gráfica, teremos e ela não precisa ser criada já existe, a própria Unreal Engine motor gráfico da Epic Gmaes é capaz de produzir atualmente 10x mais qualidade gráfica que um dispositivo possar rodar, ou seja, a evolução gráfica será gradual, aumentou o poder do hardware, aumentou as possibilidades do desenvolvedor, aumentou a beleza na sua tela.

Veredito em Specs

Tudo que te contei até agora, traduzindo em especificações seria algo parecido com isso

  • CPU – Zen1 de 8 Núcleos e 16 Threads
  • GPU – Navi/Vega com 60 núcleos computacionais
  • Memoria GDDR5x com 12GB
  • SSD ou Derivativo Proprietário de 120GB para S.O
  • HD Mecânico de 7200 rpm com 2 TB para uso exclusivo em jogos
  • USB-C
  • Suporte a Display Port com Display Port over USB-C
  • HDMI 2.1
  • Freesync 2.0
  • Suporte Ultra Wide
  • Suporte a Resolução de Render Variável
  • Suporte a Presets Basicas
  • Remoção do Leitor de Disco
  • Wi-fi, Ethernet Gigabit e Bluetooth em suas versões mais modernas

E claro jogos, isso também é importante.

Eu sou Gotikozzy e até a proxima

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gotikozzy

Gotikozzy é amante e entusiasta de tecnologia e Games desde criança, formado em Engenharia de Software trabalhou 20 anos na área de TI, cansou e virou Youtuber e agora também fica pagando de Editor, é conhecido por falar mais rápido do que você possa entender

7 Comentários

  1. O Drive pode até não estar presente como ocorre nos notebooks hoje, porem teremos uma opção externa como acessório, agora com relação as especificações eu acredito em um pouco mais de agressividade com pelo menos 16 GB GDDR5x, conectividade interna para HD SATA 3 ou mais rápida ( a atual é SATA 2 ) e devido a necessidade de grande fluxo de dados a um custo atrativo, SSHD de 2 TB para armazenamento dos jogos, lembrando que já tivemos um de 1 TB no Xbox One Elite.
    Para o processador especulo uns 10 núcleos, exatamente pelo foco na renderização de mundos abertos com caches L1 e L2 por núcleo e L3 e L4 mais vastos e mais voltados para renderizações.
    Até pesquisei superficialmente sobre os caches atuais, mas não encontrei muitas informações.

    Muito obrigado pelo vídeo e matéria muito bem escrita e feita.

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